Águas da Foz da Sertã

Este artigo pretende reunir informação acerca das Águas da Foz da Sertã. Tive recentemente no local que fiquei com o interesse de saber mais sobre a sua história. Para já estas são as informações que tenho, sempre que tiver mais alguma coisa a acrescentar vou actualizando aqui, sempre pode haver mais alguém interessado!

A Foz da Sertã é uma localidade do concelho da Sertã, freguesia de Cernache do Bonjardim, onde a ribeira da Sertã se encontra com o rio Zêzere, onde existiu uma exploração de águas minero-medicinais, uma industria de engarrafamento de água e um hotel termal. Situa-se a cerca de 2 km da ponte do Vale da Ursa.

Segue uma transcrição de um excerto do livro ‘A Sertã e o seu Concelho‘ da autoria do padre António Lourenço Farinha:

“A exploração foi concedida por alvará de 8 de Ferereiro de 1884 a Joaquim Godinho da Silva, por tempo indeterminado e, por portaria de 14 de Novembro de 1895, demarcado o perímetro reservado para captação de águas.
A água é límpida, incolor, inodor, levemente ácida e adstringente. Segundo os estudos feitos pelos notáveis analistas Vírgilio Machado e V. Pinto, encontra-se em 100 gramas os seguintes componentes químicos:

Ácido Sulfurico 0,g0988
Aluminio 0,0360
Soda 0,0217
Sílica 0,0165
Cal 0,0126
Cloro 0,0094
Magnésio 0,g0086
Potássio 0,0040
Peroxido de Ferro 0,0021
Litino vestígios
Matéria orgânica vestígios

Internamente é aconselhada, na dose de 200 gramas, uma hora antes das refeições, contra a diabetis, como desinfectante do aparelho gastro-intestinal, das diarréas e dilatação do estomago. Externamente, nas conjuntivites e ulceras.

Uma foto das garrafas, rótulo impresso no vidro, com a descrição das águas e a sua composição química:

Por informações recolhidas junto das pessoas da Sertã, soube que foi Júlio Martins quem construiu o hotel termal junto da já existente fonte de águas medicinais. Ao que parece o autor da obra conseguiu juntar dinheiro negociando terrenos junto ao rio, recebendo ideminizações dos terrenos alagados pela albufeira da barragem do Castelo de Bode, por volta do ano de 1959. A recepção do hotel era feita num pequeno edífico “Casa da Água da Foz da Sertã” junto à ponte do Vale da Ursa , sobre o rio Zêzere, e depois os clientes atravessavam o rio de barco para darem entrada no hotel.
O hotel encontra-se agora abandonado, em estado de degradação, restando muito pouco do seu interior:

O Hotel e a fábrica de engarrafar água foram anbadonadas cerca de 1974, com a mudança do regime político, estado agora em muito más condições de conservação. Algumas fotos abaixo mostram o que resta do edíficio bem como a zona envolvente.

 

É um espaço bastante agradavel que merecia ser recuperado como zona de lazer. Não sei se a agua mantêm algumas das características pelas quais foi valorizada no passado, mas de qualquer forma o espaço verde e e a albufeira fazem o local muito interessante para uma qualquer iniciativa.

Vou tentar confirmar e actualizar estas informações e mantê-las actualizadas aqui, sempre que possível.

Links e referências:

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13 Comments »

 
  • jsilas says:

    muito bem pedro. é sempre bom, aqui com os teus projectos a serta vai ficar no mapa da web lol

  • Pedro,

    és da Sertã? Conheces bem Cernache do Bonjardim? O meu pai é de Matos do Pampilhal 😉 já lá não vou há uns tempos. Aquilo está tudo queimado por ali à volta, não?

  • jose nogueira says:

    espero que alguem deite a mão aquele magnifico lugar foz da sertã e suas aguas termais

  • pjdc says:

    Sim Miguel, sou da Sertã. claro que conheço Cernache, mas por acaso não conheço Matos do Pampilhal. Pois infelizmente está por lá tudo queimado: no ano passado e principalmente em 2003 ardeu por lá muito. Desde Cernache até ao rio há agora uma grande área ardida.

  • jo says:

    oix… sou de tomar, mx teno casa na zona da serta!!! hoje (21.01.2007) eu e 1as colegas paxamos no hotel… bem ficamos fascinadas c akilo!!!! ficamos super curiosas acerca da historia do local… sempre k tiveres novas informaçoes… publica, eu e as minhas colegas agradecemos!!! = D

  • pjdc says:

    ok. não tenho tido tempo, mas vou tentar saber mais coisas sobre a história do local. se também tiveres algumas informações deixa aqui.
    obrigado

  • pedro2 says:

    ola pessoal lembro me de ter ido tomar banho na foz (e do outro lado do rio na antiga ponte vale da ursa )n conheço bem os matos do pampilhal ( vivenda rainho, vivenda felizardo perto da escola ), porque minha mae è do Pampilhal apesar de eu viver em França tenho muitas lembrenças de là , mas nao sabia que era uma fabrica de agua

  • Orlando Nesperal says:

    Muito interessante saber que alguém conhece a Foz da Sertã, onde de vez enquanto vou tomar banho ou reunir a familia para um monumental piquenique. Conheci o hotel a funcinar em pleno e bebi agua da Foz da Sertã tanto na fonte como já em Lisboa, nesse tempo era distribuida pela empresa Abadia de Alcobaça.Ainda hoje em ruinas o painel que se encontra por cima da torneira,reperesnta um locatário a oferecer Agua ao então D. Carlos I de Portuagl , quando por ali caçava.São Noticias que irá ser requalificada aquela zona.

  • Ana says:

    Lamento saber que continuamos sem valorizar o nosso património…Espero regressar daqui a uns anos e ver um cenário diferente.

  • marco says:

    olá a todos estou muito contente e agradecido por se terem lembrado de um lugar tão espantoso como este lugar a FOZ DA SERTÃ, eu conheço bem o local entre os meus 15 a 22 anos tive em permanentica contacto semanal com esse lugar, existe nesse local um a associação que se chama associação cultural Recreativa e Desportiva da Foz Sã na qual eu era atleta dessa associação e pertencia á direção da mesma, a associação dedicava-se em grande parte ao atletismo,de maneira que eu percorria mutas vezes esse local a correr, eu ficava fascinado com este local, tinha a sua belesa própia e caracteristica própia, o hotel eu exploreio 3 vezes, este grande edificio, na altura em que funcionava em pleno era uma grande fonte de rendimento local pois muita gente que vivia na foz trabalhava lá, pois com a sua falencia digamos assim, a população local viu-se obrigada a procurar trabalho noutras partes do concelho e do país.
    O hotel na actualidade encontrace em muita mau estado de concervaçãoe representa um perigo a quem quer ir explorar o mesmo. sinto muito que este se encontre assim, pois se alguém pega-se no local e o trasforma-se naquilo que foi em tempos atrás, de certesa que iria tirar muito rendimento do local, pois o local têm tudo para se fazer um bom investimento, fica junto ao rio num local quase paradisiaco, calmo, lindo pela sua paisagem verdejante, espero que futuramente alguém os dirigentes locais se lembre em reaproveitar este lugar maravilhoso, por agora é tudo virei aqui mais vezes deixar os meus pensamentos acerca deste local.

  • Obrigado pelo seu comentário. Sim seria interessante que houvesse algum investimento neste local …

  • M&M says:

    há uns bons 15 anos descobri este local e fiquei interessado em saber mais. Parece-me que foi um investimento bastante á frente para o seu tempo. Hoje seria um sucesso.

  • Marta Gonçalves says:

    Olá a todos. Não costumo utilizar blogs (acho que já sou velha para isso) mas este interessou-me.
    Estou a fazer doutoramento sobre a freguesia de Cernache e sim, conheço a Foz da Sertã, os Matos do Pampilhal, o Pampilhal, etc. A minha mãe é de Cernache e estou ligada ao Brejo Fundeiro (lá para os lados de Porto dos Fusos).
    Devo dizer-vos que me fartei de encontrar património – claro que vernáculo, etnográfico e rural, que é o que me interessa principalmente – mas que nem sempre consigo obter informações suficientes. No entanto, se puder ajudar alguém, digam, ok? O que eu souber, tenho todo o gosto.
    Esta freguesia tem uma característica engraçada (e não será com certeza a única a ter esta característica): os cernachences são muito ligados à sua terra e, mesmo 2 a 3 gerações depois, mesmo que não vivam lá, os seus descendentes continuam ligados à terra. Por onde tenho andado em congressos, a apresentar o meu trabalho, aparece sempre um neto ou um sobrinho ou um bisneto de algum cernachence que acha o máximo ouvir falar de Cernache.
    Não vos chateio mais. Um abraço. Marta Gonçalves

 

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